Presidente das regiões ultraperiféricas europeias confiante na recuperação económica

O presidente da Conferência dos Presidentes das Regiões Ultraperiféricas (CRUP), José Manuel Bolieiro, declarou hoje que, se as propostas destas regiões forem adotadas por Bruxelas, vai ser possível “assegurar” a recuperação económica destes territórios.

“A serem adotadas pela União Europeia, como esperamos, estas propostas serão capazes de assegurar a recuperação das nossas economias e sociedades neste admirável mundo novo pós pandemia que esperamos nos seja dado a viver proximamente”, declarou o também presidente do Governo dos Açores, antes da leitura da declaração final da CRUP, que decorre hoje e sexta-feira em Ponta Delgada.

Boleiro afirmou que “importa assegurar que, na resposta aos grandes desafios do atual Quadro de Programação Financeira, incluindo aos que reportam à transição digital, à descarbonização e ao cumprimento dos objetivos recentemente avançados na Cimeira Social, no Porto, em vez de ficarem para trás, as RUP permaneçam na linha da frente”.

Para o presidente da CRUP, “os mais fracos e mais vulneráveis, as crianças e os idosos, em particular, merecem atenção”.

Estas ilhas “são, por vocação Europa, e por inteiro, postos avançados no mundo” da União Europeia, notou.

O líder das RUP manifestou ainda solidariedade para com a “tragédia” do vulcão em La Palma, nas Canárias, tendo reivindicado uma “estratégia específica” da União Europeia, recordando que os gases expelidos “já chegaram aos Açores e estão a afetar o clima” açoriano.

Na apresentação da declaração final da CRUP, o seu líder destacou que a ilha de La Palma “vive atualmente uma situação dramática devido à erupção vulcânica, em curso há dois meses, a mais destrutiva conhecida na União Europeia (UE) desde há séculos após a do Monte Pelée, na Martinica, a qual exigirá uma rápida mobilização de apoios a todos os níveis”.

A UE inclui nove regiões ultraperiféricas: os Açores, a Madeira e a Guiana Francesa, Guadalupe, Martinica, Maiote, Reunião e São Martinho (França), e ilhas Canárias (Espanha).

Entre outras revindicações, as RUP defenderam hoje que a nova estratégia da Comissão Europeia deverá responder aos “grandes desafios” sociais, económicos e ambientais” que estas zonas enfrentam, por via do seu articulado no Tratado Europeu.

A Conferência reconheceu os “esforços realizados pelas instituições europeias durante as negociações do Quadro Financeiro Plurianual 2021-2027 para ter em conta as especificidades das RUP” e espera que esta atuação “seja mantida ao longo de todo o período”, solicitando que “o ‘direito à diferença’ não seja posto em causa aquando da implementação das políticas e programas europeus”.

Os Açores vão ceder, na sexta-feira, a presidência da CPRUP à Martinica, presidida por Serge Lecthmiy.

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